segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Truffaut é homenageado por Catherine Corsini em "Partir"



E estreou apenas em São Paulo o drama francês protagonizado por Kristin Scott Thomas, atriz de "Há tanto tempo que te amo" ("Il y a longtemps que je t'Aime"; 2008), que tem o adultério como tema central. Além de trazer as temáticas tão utilizadas pelo cineasta François Truffaut em seus roteiros, como o amor e o fatalismo, outra semelhança com o diretor é a trilha sonora, composta na sua maioria por músicas de Georges Delerue, o preferido de Truffaut, que pode ser conferido no drama "A mulher do lado" ("La femme d'à côté";1981).
No sétimo filme de Corsini é contada a história de é Suzanne (Kristin Scott Thomas, de "A outra"). Casada com um médico, Samuel (Yvan Attal, de "A hora do rush 3"), bem de vida, e mãe de dois filhos adolescentes, ela é aparentemente feliz.Quando resolve voltar a trabalhar, Suzanne faz estágios como fisioterapeuta e decide reformar parte de sua casa para abrir um consultório. A obra, realizada por um operário espanhol ilegal, Ivan (Sergi López, de "O labirinto do fauno"), tem efeitos devastadores na vida da família, pois Suzanne apaixona-se loucamente por ele.
Agora, basta cruzar os dedos para a película chegar nas salas de cinema gaúchas. Vamos torcer para esse não ser um remake mal feito de " A mulher do lado".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O conto de fadas do conto de fadas.



''Uma linda mulher'' (Pretty woman; 1990) está longe de ser um filme diferente e espetacular. O que proporcionou tanto sucesso à produção foi a atuação e a química dos atores Julia Roberts ( a prostituta Vivian) e Richard Gere (o bilionário Edward). O fato de haver um conto de fadas dentro da mesma temática  traz mais magia para o filme, como disse a prostituta: ''eu quero mais. Eu quero um conto de fadas''.
A cena mais marcante aparece no final, quando o casal precisa tomar uma decisão sobre o seu futuro. O bilionário, achando que demonstra uma prova de amor, propõe mandar dinheiro, comprar um apartamento, e deixar um carro à disposição da linda mulher.
Ela, por sua vez responde, decepcionada:
-''Quando eu era uma garotinha, minha mãe me trancava no porão quando eu me comportava mal, o que era sempre. E eu fingia ser uma princesa trancada numa torre por uma rainha malvada. E ai, de repente um cavaleiro, num cavalo branco, com cores ao vento, aparecia a galope e sacava sua espada. E eu acenava pra ele. E ele escalava a torre e me salvava.
Mas nunca, em nenhuma das vezes que tive esse sonho o cavaleiro disse pra mim: 'Vamos lá, gata. Vou te colocar num belo condomínio.''

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

500 dias com ( OU SEM???) ela


O cartaz de divulgação, ou o próprio título do filme remetem à idéia de uma comédia romântica babaquinha como qualquer outra: 500 dias com ela (''(500) days of summer'', 2009). O tema, mais batido, impossível: o amor. Mas o que inova nesta produção é o olhar e a forma como o roteiro se desenrola, eliminando totalmente o elemento clichê da trama.
A história já começa diferente: uma mulher totalmente descrente do amor e um homem que procura alguém, personagens invertidos, pois normalmente quem costuma sofrer e idealizar todo o romance (tanto nos filmes quanto na vida real) são as mulheres, mas neste caso um homem passa por essa situação de almejar mais do que acontece enquanto a mulher faz o papel do ''algoz''. Essa situação é, no mínimo, interessante de ser abordada, apesar de todo mundo saber que essa inversão é muito comum na vida real: as mulheres- homens e os homens-mulherzinhas.
A trilha sonora merece muito destaque, sendo tão importante quanto as atuações de Joseph Gordon-Levitt (na pele de Tom Hansen) e Zooey Deschanel (interpretando Summer Finn). O terceiro elemento da trama é muito bem escolhido, passando pelas bandas oitentistas, como  ''the smiths'' até as românticas francesas, interpretada por Carla Bruni.

Outro fator interessante é a forma como os 500 dias são mostrados pelo protagonista: da maneira como são lembrados. Marc Webb, conhecido por dirigir videoclipes assina a direção deste longa, que apesar de falar sobre um assunto tão abordado é colocado de uma maneira interessante e muito, mas muito engraçada. Aliás, o filme pode ser classificado muito mais como comédia que qualquer outro estilo.
Um roteiro bem de acordo com a realidade, sem enfeites, mentiras ou qualquer tipo de ilusões cinematográficas. As peripércias que acontecem na vida real de uma possível história de amor, que podem ser perfeitamente adaptadas ao nosso cotidiano (em ambos lados).

título original: (500) Days of Summer

gênero: Comédia Romântica
duração: 01 hs 36 min
ano de lançamento: 2009
direção: Marc Webb
roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
produção: Mason Novick, Jessica Tuchinsky, Mark Waters e Steven J. Wolfe
música: Mychael Danna e Rob Simonsen
fotografia: Eric Steelberg
direção de arte: Charles Varga
figurino:Hope Hanafin
edição: Alan Edward Bell