segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vicky Cristina Barcelona (e Woody Allen)


Sempre tive minhas relutâncias a respeito de Woody Allen. O escritor, diretor,ator e neurótico costuma tornar seus trabalhos uma chatice total. A maioria de seus roteiros consiste em contar alguma odisséia de uma mulher neurótica, acompanhada de um homem mais louco ainda, em Nova Iorque.

O ex de Mia Farrow costuma variar um pouco, algumas vezes. No caso de ''Vick Cristina Barcelona'' mudou bastante, para alegria geral dos que sentiam-se incomodados com a ladainha de sempre. O enredo do filme, dessa vez não insiste tanto nas neuras das mulheres, e sim as trata como problemas corriqueiros, de uma maneira geral, e por incrível que pareça, não desenrola-se na Big Apple.

Com algumas pitadas de loucura durante a trama, à la Almodovar (assim como a escolha do elenco, que conta com a participação de Penélope Cruz e Javier Bardem)passa-se, obviamente, na Espanha, em Barcelona. Claro que o diretor americano não muda totalmente suas marcas nos filmes: o narrador continua firme, criando o elo com o espectador durante todo o tempo, como se fosse um amigo, contando a outro alguma história. A trilha sonora, incluindo a música principal: ''Barcelona'', de Guilio Y Los Tellarini, é simplesmente perfeita para o filme. A foto é realmente linda e combina muito com o clima da trama.

A produção de 2008, rendeu o oscar (merecidamenete) de melhor atriz coadjvante para a espanhola Penélope Cruz, que interpreta uma uma doida apaixonante. O longa trata sobre modos de vida diferentes, expectativas sobre o futuro (ou não expectativas), necessidades de cada um e como o sentido e o significado de felicidade pode ser tão diferente para cada um.

É um filme não-clichê sobre amor, amizade e a vida. Com certeza, quem o assiste identifica-se, em alguma situação, vivida por duas amigas nessa aventura. Não tenha preconceito com o roteiro, nem com o autor. Dessa vez ele acertou. E bonito.


Ficha Técnica

Título Original: Vicky Cristina Barcelona
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Espanha): 2008
Direção e roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Gareth Wiley
Fotografia: Javier Aguirresarobe
Desenho de Produção: Alain Bainée
Direção de Arte: Iñigo Navarro
Figurino: Sonia Grande
Edição: Alisa Lepselter
Elenco
Javier Bardem(Juan Antonio)
Scarlett Johansson (Cristina)
Rebecca Hall (Vicky)
Penélope Cruz (Maria Elena)
Chris Messina (Doug)
Patricia Clarkson (Judy Nash)
Kevin Dunn (Mark Nash)
Julio Perillán (Charles)
Pablo Schreiber (Ben)
Carrie Preston (Sally)
Zak Orth (Adam)
Abel Folk (Jay)
Josep Maria Domenech (Julio Josep)
Christopher Evan Welch (Narrador)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sobre Marilyn, DiMaggios e diamantes.


Ainda na onda das biografias, a última obra que li foi escrita por François Forestier: ''Marilyn e JFK'', um livro que conta mais a história da vida podre do ex-presidente que o romance com a maior sex symbol de todos os tempos: Marilyn Monroe. Porque? Não se sabe.
Com certeza, a vida da maior celebridade que já existiu é digna de pena, muita pena. Sempre destaquei a minha condolência com as muitas e terríveis situações que o furacão louro passou, apesar de toda a ênfase que davam para sua fama, poder e todos os homens do mundo caindo aos seus pés. As pessoas só aproximavam-se dela por dois motivos: levá-la para a cama ou conseguir absorver um pouquinho de fama dos seus holofotes.
Madonna tentou a todo custo, no início de sua carreira, seguir a orfã Norma Jeane (nome de batismo de Marilyn), até mesmo relacionar-se com esportistas e membros da casa branca, mas em determinado momento de sua vida, viu que sem amor, nada é possível, e como ela mesma disse milhões de vezes, contrariando seu estilo ''material girl'': '' Não quero dinheiro, preciso é ser amada'', mais ou menos como diz Tim, em sua música.
A amante de JFK tinha tudo que todos podem imaginar, menos o principal: alguém que realmente se preocupasse com ela, apesar de toda a sua loucura. Minto, Joe DiMaggio tentou, até o final da vida, cuidar da poor girl, mas não conseguiu: ela morreu sozinha, com sua pílulas e sua tristeza. O pior de tudo foram as pessoas em seu quarto, após sua morte: procurando pistas e provas que poderiam lhes causar mal, e o corpo da pobre mulher, ainda quente, jogado e ignorado, em cima da cama.
Marilyn era louca, manipuladora, vagabunda (para alguns, para outros apenas carente) e chiliquenta. Mas tudo porque os homens a viam apenas como um corpão sedutor e atraente. Ninguém queria saber o que sentia ou queria, apenas a usavam. Era o único meio de conseguir atenção: ser diferente, por mais que isso significasse ser pior. E ela não reclamava, porque o poder a atraía. E a menina rejeitada, que nunca teve nada, deslumbrou-se com qualquer possibilidade de atenção, vinda de onde fosse.
Sua morte foi igual a sua vida, como o autor descreveu: ''Marlyn morre como havia vivido: à deriva. Nua, com o fone caído sobre o travesseiro, pílulas ao alcance da mão, na casa vazia, sozinha em seu quarto''. Pobre Marilyn, só queria ser amada, de verdade. Mal sabia Norma Jeane que apenas o poder (e diamantes) não basta para ser feliz. Bem que DiMaggio tentou avisar...