quarta-feira, 30 de julho de 2008

SONHOS REALIZADOS: DAVID LYNCH EM PORTO ALEGRE


O cineasta David Lynch estará na capital dos gaúchos dia 10 de agosto. O diretor participará do Fronteiras do Pensamento.

No início do mês ficou decidido que ele não viria a Porto Alegre,mas agora as coisas mudaram, para a nossa sorte. E os assuntos que serão abordados no encontro dizem respeito a seus filmes, seu novo livro (Em águas profundas: criatividade e meditação) e a fundação criada por ele.

Quem quiser conferir sua filmografia antes do encontro pode correr na locadora e pegar os filmes:

2006 - Inland Empire (Império dos sonhos)
2001 - Mulholland Drive (Cidade dos sonhos)
1999 - The Straight Story (A história real)
1997 - Lost Highway (A estrada perdida)
1992 - Twin Peaks: Fire walk with me (Twin Peaks: Os Últimos dias de Laura Palmer)
1990 - Wild at Heart (Coração Selvagem)
1986 - Blue Velvet (Veludo Azul)
1984 - Dune (Duna)
1980 - The Elephant Man (O Homem Elefante)
1977 - Eraserhead

A palestra com Lynch acontece dia 10, domingo,às 19h30min, no Salão de Atos da UFRGS.

MAIS INFORMAÇÕES NO SITE:www.fronteirasdopensamento.com.br


"O homem-elefante": O melhor filme dos últimos tempos


O filme mais marcante que já assisti. Não esperava um resultado muito abaixo disso, pelo fato da direção e adaptação no roteiro serem de David Lynch. Com certeza essa película merece todo o mérito ao destacar o cineasta, em um de seus primeiros trabalhos.
Não muito ao estilo Lynchiano conhecido por seus fãs, e refiro- me ao surrealismo e a trilha sonora própria (neste longa fica por conta de John Morris), o filme conta a história verídica de um menino totalmente deformado, sobrevive participando de um circo de bizarrices, por batatas. Joseph Carey Merrick tem seu nome trocado na película por John Merrick devido a real mudança feita por seu médico particular.
Quem conhece o trabalho do diretor Roman Polanski pode observar certa semelhança com seu estilo de retratar o infinito poder da maldade do ser humano. O início, o final e alguns devaneios são incontestavelmente do cineasta surrealista Lynch. Até mesmo o simbolismo usado através das cores, marca registrada em seus filmes, consegue ser aplicado neste preto e branco, utilizando o contraste e as sombras para criar essa representação. As cenas nas quais são mostradas personagens bizarros e o ambiente circense também identificam o trabalho do diretor.
Realizado em 1980, a produção de US$ 5 milhões tem a excelente atuação de Antony Hopkins, representando o Dr. Treeves e a impecável e tocante interpratação de John Hurt, no papel do "Homem Elefante". O fato das pessoas quererem lucrar com a miséria alheia já não incomoda aquele ser humano tão humilhado e marginalizado, que mostra possuir rara educação, inteligência acima da maioria e muita sensibilidade. Segundo ele próprio, os motivos são nobres:“Tento ser o mais gentil possível, quem sabe minha mãe não me aceite como sou?” O que,inesperadamente, acontece com algumas pessoas.A miséria humana chega a tal ponto que o menino, antes vítima da curiosidade mórbida alheia, chora ao ser tratado bem.
A obra mostra, além de tudo, a história de um mostro, em uma jaula, apresentando- se em um Freak Show, que possui os sonhos mais simples e possíveis para pessoas "normais". Um ser humano tratado sem a menor dignidade, cujo o sonho não é curar-se de suas deformidades, mas sim, ter os mesmos direitos de ser amado, como qualquer um. A questão principal do filme, não está em torno do milagre da medicina, mas no preconceito e na insensibilidade das pessoas.
E o pior de tudo, caros leitores, o que mais choca não é seu rosto e corpo deformados, nem o medo dos mau tratos alheios que lhe impediam de ser alguém para ele próprio. O que mais choca é saber que toda essa selvageria aconteceu, e que uma pessoa enfrentou toda a maldade (des)humana e ainda conseguiu confiar em alguém. Talvez a intenção da película não seja mostrar que o menino esperava por um milagre, mas sim que representava o mesmo.
Aviso para quem for olhar o filme a primeira vez: Ele possui cenas pesadas psicologicamente, pertubadoras e fortes. Mas vale a pena cada minuto para notar que John teve razão quando disse que “as pessoas se assustam com aquilo que não compreendem". E pensar que essa realidade não está tão distante de nós.


Ficha Técnica

Título Original: The Elephant Man
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1980
Estúdio: Brooksfilms
Inc.Distribuição: Paramount Pictures
Direção: David Lynch
Roteiro: Christopher De Vore, Eric Bergren e David Lynch, baseado em livro de Sir Frederick Treves e Ashley Montagu
Elenco:
Anthony Hopkins(Dr. Frederick "Freddie" Treves)
John Hurt (John Merrick)
Anne Bancroft (Sra. Kendal)
John Gielgud (Carr Gomm)
Freddie Jones (Bytes)
Hannah Gordon (Anne Treves)
Helen Ryan (Princesa Alex)
John Standing (Dr. Fox)
Lesley Dunlop (Nora)
Phoebe Nicholls (Mãe de John Merrick)
Michael ElphickWendy Hiller

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ainda sobre Almodóvar


Por coincidência, acaba de ser lançado o livro sobre o cineasta Pedro Almodóvar. Sim, o dono do blog que postei sábado.

O trabalho pode ser definido como a biografia que acompanha sua filmografia. Para sua realização o jornalista francês Frédéric Strauss reuniu muitas entrevistas extensas (que não é característico de Almodóvar)concedidas ao longo de 15 anos.

Essa é mais uma dica para quem se interessa pelo espanhol, que sempre consegue causar alguma polêmica, mesmo com o passar dos anos.Isso porque,segundo ele: "afinal, o essencial é isso: sobreviver e manter a paixão."


Conversas com Almodóvar

Autor:Frédéric Strauss*
ilustrado
Preço:R$ 44,90 (321 págs.)
Editora: Jorge Zahar

*Sobre o autor:ex-redator e chefe adjunto na revista Cahiers du Cinema, é roteirista e crítico de cinema da Télérama.

domingo, 27 de julho de 2008

"A flor do meu segredo": Blog do Almodóvar


Confesso que o roteirista e diretor Pedro Almodóvar nunca esteve em minha lista dos preferidos. Ao contrário, achava que o cineasta tinha idéias doentias e nojentas, principalmente na maneira como abordava a temática relacionada ao sexo.

Aprendi a admirar a mente doentia de Almodóvar. O filme que me conquistou foi "Tudo sobre minha mãe", uma obra profunda e comovente. Sem dúvida, o espanhol é excêntrico e peculiar, mas tem o dom de transformar suas idéias e experiências de vida, por mais estapafúrdias e loucas que sejam, em histórias intrigantes. Tudo porque Almodóvar provoca os sentidos mais estranhos e proibidos. Não lhe falta coragem para contar coisas "sujas", "erradas", que ninguém "pensaria em pensar", por ter vergonha de ser descoberto. Ele gosta de provocar, e o que o deixa mais interessante ainda: não tem a mínima preocupação com o julgamento alheio.

Não foi por acaso que o menino pobre, sem condições de estudar cinema foi o primeiro cineasta espanhol a ganhar um Oscar ("Fale com ela", hable com ella,2002). Logicamente ninguém é obrigado a gostar de seu trabalho, que, erroneamente, também sofre muito preconceito devido a sua homossexualidade, e por abordar o tema muitas vezes, mas todos lhe devem respeito.

O blog do diretor, inaugurado no final de março deste ano, é uma forma que as pessoas têm para conhecer um pouco mais sobre suas opiniões e seu trabalho. Além de muito bonito e criativo, ter tudo a ver com a personalidade de seu escritor, a página possui fotos e três opções de idioma: espanhol, inglês e francês, permitindo a seus admiradores o contato com outras línguas. O endereço do blog é: www.pedroalmodovar.es.


Alguns filmes do roteirista e diretor:

2006 - Volver (Volver, Esp.)
2004 - A Má Educação (La Mala Educación, Esp.)
2002 - Fale com Ela (Hable con Ella, Esp., Fra.)
1999 - Tudo Sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre, Esp., Fra.)
1997 - Carne Trêmula (Carne trémula, Esp., Fra.)
1995 - A Flor do Meu Segredo (La flor de mi secreto, Esp., Fra.)
1993 - Kika (Kika, Esp., Fra.)
1991 - De Salto Alto (Tacones lejanos, Esp., Fra.)
1990 - Ata-me! (¡Átame!, Esp.)
1988 - Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al borde de un ataque de nervios, Esp.)
1987 - A Lei do Desejo (La Ley del deseo, Esp.)
1986 - Matador (Matador, Esp.)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Closer: Um filme polêmico, no mínimo


Quem assistiu ao filme "Closer, perto demais" (Closer) só tem duas opções: amou ou odiou. E na maioria dos casos, foi a segunda. Com respeito às diversas opiniões, tenho uma posição sobre quem não gostou. Das duas, uma: não entendeu a história, ou não tem conhecimento sobre o que verdadeiramente acontece nos relacionamentos. Sem a intenção de desrespeitar os gostos alheios, tenho meus argumentos sustentáveis: muitas pessoas com as quais falei tiveram que ver duas vezes o filme, ou sofrer alguma decepção amorosa para compreender a trama que envolve as quatro personagens.

A grande produção de U$ 4 milhões, reúne um elenco de primeiríssma (Júlia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen) pode ser considerada uma versão exagerada em comparação ao que acontece, ou pelo menos, ao que ficamos sabendo, no mundo aqui fora. Até pode ser feita uma relação com o excelente "Lua de fel" (Bitter moon,1992), de Roman Polansky. O troca-troca de casais nada mais é que uma forma de abranger os vários problemas decorrentes de uma relação, que aparecem, com sorte, pelo menos uma vez na vida. Traições sentimentais, traições corporais, ressentimentos, mentiras que magoam, verdades que matam o amor, brigas que abrem feridas incuráveis, covardias necessárias, covardias desnecessárias, mágoas eternas, egoísmos desumanos, e, até a dor da real separação, são retratadas de forma espetacular e realista na obra do diretor Mike Nichols. Isso sem falar da marcante trilha sonora, Damian Rice com "The Blower's Daughter".

O roteiro de Patrick Marber é completamente bem costurado e dinâmico, a ponto do filme conseguir englobar muitas mazelas que surgem em um relacionamento, sendo dinâmico e profundo. A película desaponta algumas pessoas por não ser romântica, mas sobre os romances, e por isso foge um pouco da maneira Hollywoodiana de fazer filmes. O que grande parte das pessoas esquece é que, de perto,ninguém é normal, muito menos dois seres humanos problemáticos, e nesse caso, até mais.

Desafio quem não gostou de Closer a tentar mais uma vez, mas agora com outro olhar. Quem nunca assistiu,vale muito a pena. E depois me digam se em algum momento qualquer semelhança terá sido mera coincidência...


Ficha técnica:

Título Original: Closer
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber
Elenco: Natalie Portman (Alice), Jude Law(Dan), Julia Roberts (Anna),Clive Owen (Larry)

Prêmios:

Academia Britânica - Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Clive Owen)
Globo de Ouro - Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Clive Owen)
Globo de Ouro - Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Natalie Portman)
Indicações: Academia de Hollywood - Indicado aos Oscars de Melhor Ator Coadjuvante (Clive Owen) e de Melhor Atriz Coadjuvante (Natalie Portman)
Academia Britânica - Indicado aos Prêmios de Melhor Roteiro Adaptado e de Melhor Atriz Coadjuvante (Natalie Portman)
Globo de Ouro - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme - Drama, Melhor Direção e Melhor Roteiro

domingo, 13 de julho de 2008

Filme do Friends????


Os orfãos de Friends, a série mais inteligente e engraçada já produzida, podem começar a torcer. Há rumores que a vida dos seis amigos de Manhattan vai ganhar espaço na telona em breve.

Após o lançamento do longa de "Sex and the City", igualmente produzido pela Warner Bros., agora seria a vez da melhor série de todos os tempos virar filme. Exibida durante dez anos e responsável pela revelação dos atores Jennifer Aniston, Lisa Kudrow, Courteney Cox-Arquette, David Schwimmer e Matt Le Blanc, o sitcom teve fim em 2004, para tristeza e desespero de seus fanáticos.

O que está impedindo a realização do filme, segundo fontes de Hollywood, seria Jennifer Aniston, a intérprete de Rachel. Segundo ela, a realização da película é considerada como "andar para trás". Vale a pena lembrar que na última temporada os atores receberam um dos maiores cachês já pago até hoje na história das séries americanas: um milhão de dólares por episódio. Sim, cada historinha de vinte minutos.

Jeniffer também deveria levar em conta que foi a oportunidade de participar de Friends que lhe rendeu convites para outras produções e também o encontro com Brad Pitt, seu marido por sete anos. E o principal: Ela deve isso a Rachel Green e, principalmente, aos fãs da série.

Dicas:
A série ainda é reprisada na Warner Channel todos os dias: segundas (às 13 e 20 horas), quartas, quintas e sextas (às 20 horas) e sábado (às 9 horas).

Para quem sente muita saudade dos Friends e não contenta-se em acompanhar apenas pela televisão, os dvds das dez temporadas podem ser comprados por um preço bem acessível. Vale a pena ficar de olho no site da Americanas e Saraiva. Normalmente os boxs das temporadas completas podem ser adquiridos por R$ 49 reais, preço bom, considerado ao cobrado anteriormente: 100 na estréia e 60 após.

Alguns sites:

http://www2.warnerbros.com/friendstv/container.html (oficial, em inglês. Tem a história, personagens e até jogos!!!)

http://friendscoffeebreak.com/forum/portal.php (em português e muito interessante, com informações completas)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Greta Garbo: "I want to be alone"

Sem dúvida, Greta Lovisa Gustafson, nascida em 1905, marcou a história do cinema. Além do grande talento para a interpretação, a sueca avessa a casamento, possuía uma beleza única, que misturava- se com seu olhar triste e distante, como o da foto acima.

Vinda de uma família muito humilde, com a morte do pai, foi forçada a largar os estudos com 14 anos para trabalhar em uma barbearia. Sua participação no cinema começou nos filmes publicitários em Estocolmo.

Após passar dois anos estudando arte dramática, foi descoberta por Mauritz Stiller, diretor finlandês, que passou a ser um pai para Greta. O responsável pela MGM na época ficou encantado com a performance da jovem no filme "A Lenda de Gösta Berling", e a convidou, juntamente com Stiller para morarem em Hollywood, e em 1924 ela passou a chamar- se Greta Garbo.

A fama não veio em seguida. O problema com o idioma inglês criava muita dificuldade para sua comunicação com o diretor e o resto do elenco. Outro problema era a atriz não possuir muitos atrativos físicos: era baixinha, gordinha, dentuça e ainda tinha cabelos crespos. Após dietas, retoques e tratamentos, fez algumas fotos sedutoras, com um amigo fotógrafo, e mandou-as para a MGM, despertando interesse nos produtores, o que lhe rendeu o primeiro filme americano: Os Proscritos (1926), responsável por mostrar o desempenho surpreendente da atriz sueca, que até então não possuía nenhum crédito. Garbo (odiava que a chamassem de Greta) fez muito sucesso na época do cinema mudo, pois além de conseguir comunicar- se incrivelmente através de suas expressões faciais, também utilizava o corpo de uma maneira completamente diferente de outros atores em suas interpretações. Isso exigia menos legendas para expor as emoções dos atores.

Um de seus maiores sucessos foi o filme Grande Hotel (Grand Hotel, 1932), ganhador do Oscar, que reuniu muitas estrelas em seu elenco (o primeiro all star da história) e no qual ela interpretava uma bailarina triste. O longa ficou famoso por eternizar a frase dita por Greta, solidificando o mito em torno da atriz: "I want to be alone" (Eu quero ficar sozinha).

No final dos anos 30, surgiram rumores que a MGM não manteria mais a atriz por ser muito cara. A verdade é que mulheres como ela, quando possuíam algum poder (e que quase nunca foram usufruídos), ameaçavam os homens que tinham cargo de chefia.Aos 36 anos a grande atriz afastou-se das telas, após participar de um filme que foi um fracasso de bilheteria que, segundo a crítica, deveu-se a pressa e a incompetência do diretor George Cukor. O mesmo aconteceu com outras atrizes em seguida. Abalada com as críticas do filme e desiludida com o mundo por causa da guerra dedicou-se a sua coleco ção de pintura. Nos anos 40 e 50 negou oportunidades, outras foram barraradas pelos grandes estúdios, alegando que sua idade avançada atrapalharia. Com seu nome na lista de atores esquecidos e desacreditados, a atriz entristeceu. Além da queda de popularidade, havia mais o descrédito de críticos, diretores e produtores, denegrindo sua imagem na imprensa e tornando-a motivo de piadas públicas.

Por ser ingênua e sincera, Garbo acabava falando mais do que devia, como na vez em que, questionada por um repórter sobre onde ia morar, respondeu: "eu queria achar um quarto na casa de uma boa família". Influenciada por empresários, passou a cultivar aversão pela imprensa, já com os amigos tinha muito interesse por suas vidas e um incrível sentimento maternal. Depois da morte da irmã e de seu segundo pai, tornou-se ainda mais fechada e melancólica. Também cometeu enganos de confiar nas pessoas erradas, empresários de má fé e falsos amigos.

Por cinquenta anos viveu reclusa no seu apartamento de sete quartos, em Nova Iorque, dedicando seu tempo a coleção de obras de arte e escondendo do público as doenças que sofreu como: câncer de mama (fez uma masectomia), ataque cardíaco sofrido na Suíça, insuficiência renal (tendo que ir três vezes por semana ao hospital, fazer seis horas de diálise), também uma doença gastrointestinal, isso sem contar o fato de ser idosa e sua frágil saúde ser agravada com o hábito de fumar que tinha desde os 12 anos. Greta morreu no dia 15 de abril de 1990, em um domingo de páscoa, deixando mais de US$ 30 milhões para sua sobrinha. Apesar de todo seu talento, nunca ganhou uma estatueta da Academia, exceto pelo prêmio honorário, já afastada das telas.

Mesmo com tantas investidas, até mesmo do cobiçado Aristóteles Onassis, a solitária estrela nunca casou. Além do seu temperamento forte, teve exemplos negativos de matrimônios, como o de seus pais. O que também a impediu, além de rumores de ser bissexual, foram os abortos que fez, provocando na atriz uma repulsa ao sexo oposto, que misturava-se ao pânico de ser traída de forma pública ou privada, deliberada ou acidental a apavorava.

Greta, ao contrário de muitas estrelas, como Marilyn e Rita, não recorreu ao álcool e as drogas para fugir dos problemas, mas também foi descartada quando não servia mais. O que intriga, no entanto, é que, apesar de possuir um temperamento muito forte, por outro lado ela tinha necessidade de receber ordens. Infelizmente isso aconteceu quando teve a idéia de interpretar uma personagem diferente: uma mulher que passava-se por um palhaço homem. Sendo questionada porque a mulher mais desejada queria fazer papel de homem, respondeu:"debaixo da maquiagem e das calças de seda o palhaço é uma mulher. E as meninas da platéia escrevem cartas e não entendem por que ele não responde''. Desistiu, ao ser convencida que a idéia extremamente original era ''ridícula'', e ao fazer isso, abriu mão também da possiblidade de mudar sua vida e a história do cinema.
Alguns filmes de Greta:
1941 - Duas vezes meu (Two-faced woman)
1939 - Ninotchka (Ninotchka)
1937 - Madame Walewska (Conquest)
1936 - A dama das camélias (Camille)
1935 - Anna Karenina (Anna Karenina)
1934 - O véu pintado (Painted veil, The)
1933 - Rainha Christina (Queen Christina)
1932 - Como me queres (As you desire me)
1932 - Grand Hotel (Grand Hotel)
1931 - Mata Hari (Mata Hari)
1931 - Susan Lenox (Susan Lenox (her fall and rise))
1931 - Love business
1931 - Inspiração (Inspiration)
1929 - O beijo (Kiss, The)
1929 - Uma mulher singular (Single standard, The)
1929 - Orquídeas silvestres (Wild orchids)
1928 - Mulher de brio (A woman of affairs)
1928 - A dama misteriosa (Mysterious lady, The)
1928 - A mulher divina (Divine woman, The)
1927 - Anna Karenina (Love)
1926 - A carne e o diabo (Flesh and the devil)
1926 - Terra de todos (Temptress, The)
1926 - Os proscritos (Torrent)
1925 - Rua das lágrimas (Die freudlose gasse)
1924 - A saga de Gosta Berling (Gösta Berlings saga)
1922 - Pedro, o vagabundo (Luffarpetter)
1921 - Reklamfilmen (curta-metragem publicitário)
1921 - En lyckoriddare
1921 - Herr och fru Stockholm (curta-metragem publicitário)