segunda-feira, 30 de junho de 2008

Cinema regional,sim!


Arte local, no sentido literal da palavra. Com a intenção de incentivar os artistas do município e aumentar o interesse das pessoas pela sétima arte o projeto “Alvoroço em Alvorada” faz uma regionalização do cinema. Para isso contam com a participação de profissionais, técnicos, atores e particularidades do local que os habitantes vão se identificar assistindo ao filme.

Para o elenco do longa "Dá 1 tempo” foram selecionados 37 dos 200 alunos de alvorada que inscreveram-se no projeto. Os escolhidos participaram de uma oficina de interpretação antes das filmagens da comédia romântica, que conta as desventuras amorosas de um jovem chamado Jorge e a busca por sua paixão: Laissa Golf.

A direção e o roteiro são de Rodrigo Castelhano e Evandro Berlesi, ambos já passaram pela Rede Globo e possuem experiências anteriores em cinema. Até o final do ano os organizadores pretendem realizar projetos semelhantes em mais duas cidades.

O lançamento do filme está previsto para o final de julho, e na data será realizado um evento cultural na praça central da cidade, que inclui a exibição pública da película e show dos músicos responsáveis pela trilha sonora.O longa ainda será apresentado em escolas, centros culturais, locais públicos nos bairros da cidade , ONG´s, e também inscrito em amostras de filmes nacionais e internacionais.

Mais informações no site: www.alvorocofilmes.site.com.br

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Mar aberto: um novo gênero de filme??


O filme ''Mar aberto'' (Open Water, 2003), dirigido por Chris Kentis, mostra toda a angústia e o sofrimeto do casal que fica a deriva am alto mar, sem qualquer esperança de resgate. Não bastasse isso, eles ficam rodeados de tubarões, enfrentando a chuva, o frio, e o fato de estarem imersos na água. Além de todo o clima de tensão que envolve os dois, a pressão psicológica também influencia bastante, gerando todo o tipo de sentimento entre eles. É importante salientar que o filme rendeu muita polêmica quando estreiou, por ter seu enredo baseado em uma história real, ocorrida em 1.998, na grande barreira de corais da Austrália.
A tensão piora na sequência do filme: "Mar aberto 2" (Open Water 2: Adrift, 2006). Nessa segunda parte outro diretor assume: Hans Horn, e consegue despertar em quem o assiste impotência e frustração ao mesmo tempo. O pânico começa quando todos os ocupantes do iate resolvem dar um mergulho no mar e ninguém lembra-se de abrir a escada para poder retornar. Talvez a agonia transmitida pelo longa seja pior nessa continuação porque aumenta o número de vítimas: seis pessoas estão passando por uma situação terrível, e o que deixa o filme inclasssificável: há um bebê , filho de um dos casais, que fica dentro do iate.
No meio de brigas, tragédias e frustrações, a película não pode ser considerada um drama, porque não representa apenas tristeza, também não é terror ou suspense, porque não há nada que apareça que seja classificado como terrível de se ver, ou que cause medo. O problema todo está na tortura psicológica, no sentimento de impotência diante das circustâncias apresentadas, e cada vez as coisas parecem piorar mais.
Entre todo esse conflito de sentimentos, não ficaria fora de contexto fazer uma relação com ''jogos mortais'', sem a presença de um algoz. Da mesma forma, nesse longa, os próprios personagens fazem a sua desgraça. Em uma situação de desespero as pessoas transformam-se em animais e tomam atitudes extremadas, mesmo que isso coloque sua própria vida em risco.
Apesar da maioria das cenas acontecerem dentro da água, em sua duração de uma hora e meia, o filme consegue prender a atenção de quem o assiste, sem tornar-se, em nenhum momento, chato ou cansativo. O único problema é o sentimento que permanece nos espectadores quando ele acaba. Não são mostradas cenas dantescas de violência, sangue e perseguições. São expostos sentimentos, principalmente a tristeza e a impotência das personagens, causando compaixão de quem assiste. Por mais estranho que pareça, o filme é bom, apesar de estar longe de ser uma obra de arte ou algo genial. Apenas diferente e ousado. Mas não recomendo olhar, porque o pior não é ver o filme, é saber que ele baseia-se em fatos reais.

Filme
Nome Original: Open Water 2: Adrift
Gênero: Suspense (??)
Direção: Hans Horn
Elenco: Susan May Pratt, Richard Speight Jr., Niklaus Lange, Ali Hillis, Cameron Richardson, Eric Dane, Wolfgang Raach, Alexandra Raach, Alfred Cuschieri, Mattea Gabarretta
País: Alemanha
Ano: 2006
Duração: 95 min

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Rita Hayworth:"A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo"


Apaixonado por essa atriz americana que um garçom inventou o drink "margarita", seu nome antes de tornar-se famosa. Nascida em Nova Iorque, em 1918, Margarita Carmen Cansino só fez sucesso na década de 40. Vinda de uma família de espanhóis dançarinos, começou a dançar desde pequena, iniciando suas apresentações aos 12 anos de idade e não parou mais. O primeiro contrato foi assinado em 1935, seu nome mudado para Rita Hayworth e a cor do seu antigo cabelo castanho passou a ser ruivo (fez eletrólise,muito mais doloroso que pintar, para mudar a linha inicial do cabelo, que na opinião de seu primeiro marido era muito na testa),tornando-se sua marca. Encantou as pessoas com seu carisma e beleza, que ao mesmo tempo era clássica, agressiva, sexual e exuberante.

Depois de dançar com Fred Astaire e Gene Kelly, entrou para o hall das maiores dançarinas de Hollywood e também a grande estrela romântica dos anos 40. Mas o filme que lhe garantiu o status de maior estrela da década, famosa mundialmente, foi Gilda, feito com Glenn Ford no ano de 1946. Por causa do clima sugestivo e do roteiro com muitas frases de duplo sentido, o longa foi considerado um dos filmes mais eróticos já feitos por Hollywood e muito ousado para a censura da época.

Claro que a nossa celebridade não escapou da ironia do destino das famosas: a falta de sorte na vida pessoal. Casou-se cinco vezes: a primeira foi com Edward C. Judson (1937-1943); após com Orson Welles (1943-1948), quando teve sua primeira filha: Rebecca Welles; a terceira com o príncipe Aly Khan (1949-1953), nascendo sua segunda e última filha, a princesa Yasmin Aga Khan; a quarta com o cantor Dick Haymes (1953-1955); e por fim, com James Hill (1958-1961). Seus três últimos matrimônios a fizeram interromper a carreira por diversas vezes. Ela definia seu insucesso no amor devido a ilusão que sua personagem causava nas pessoas: "a maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo".

Na década de 60 a atriz começou a beber para fugir de suas frustações, que passou a refletir em seu físico e sua carreira. Após trabalhar em "Aguirre, a Cólera dos Deuses" (1972), nunca mais voltou às telas. Encerrando suas participações no cinema, tentou, sem sucesso, trabalhar na televisão.

Rita morreu na casa de sua filha, Yasmin, em Nova Iorque, antes de completar 69 anos, vítima do mal de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro que causa a demência precoce. Um final melhor que o de Marilyn, se compararmos o amparo da filha. Mas pior pela forma como ocorreu: sem lembrar dos amigos, das filhas, dos filmes que fez e nem mesmo da própria identidade. Dependendo do ponto de vista, a intérprete de Gilda teve uma forma de acabar a vida até melhor, se for levado em consideração o fato dela não possuir a consciência de morrer na total decadência e esquecimento.

Alguns filmes:
O Paraíso infernal (Only angels have wings, 1939)
O Protegido de papai (The lady in question, 1940)
Uma Mulher original (Susan and God, 1940)
Sangue e areia (Blood and sand, 1941)
Ao compasso do amor (You' ll never get rich, 1941)
Bonita como nunca (You were never lovier, 1942)
Minha namorada favorita (My gal Sal, 1942)
Modelos (Cover girl, 1944)
Coração de uma cidade (Tonight and every night, 1945)
Gilda (Gilda, 1946)
Quando os deuses amam (Down to Earth, 1947)
A Dama de Shanghai (The lady from Shanghai, 1947)
Os Amores de Carmen (The loves of Carmen, 1948)
Uma viúva em Trinidad (Affair in Trinidad, 1952)
Mulher de Satã (Miss Sadie Thompson, 1953)
Salomé (Salome, 1953)
Meus dois carinhos (Pal Joey, 1957)
Lábios de fogo (Fire down below, 1957)
Vidas separadas (Separate tables, 1958)
Drama na página 1 (The story on page one, 1959)
Dinheiro é a armadilha (The money trap, 1966)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mulheres no cinema: famosas e infelizes (??)


A independência conquistada pelas mulheres é assunto que ainda dá o que falar. Os prejuízos que isso trouxe a elas também.O que pode ser questionado, e o comentário não tem pretensão alguma de ser machista, é o que essas mulheres realmente conseguiram e se isso trouxe felicidade. Isso será ilustrado com algumas das grandes atrizes do cinema, que viveram ou ainda vivem neste mundo e de alguma forma deixaram sua marca, em algum lugar, não apenas no chão da Hollywood Boulevard.

Claro que não podemos generalizar, afirmando que todas as atrizes foram infelizes ou morreram tendo como única companhia uma garrafa de bebida. Muitas conseguiram conciliar trabalho e vida pessoal e ainda continuar no mercado, quando restou apenas o talento.

Pensar que a vida dessas mulheres brilhantes era só glamour e luxo é tolice. Faz sentido afirmar que quanto maior o sucesso de uma pessoa, maior é o seu esforço e a abdicação de sua própria vida. Da humildade à fama e sem sorte na vida afetiva. Isso aconteceu com muitas delas.

O furacão loiro será o primeiro exemplo. Norma Jean Baker, nos anos 50, nascida em Los Angeles, teve uma infância e adolescência muito solitária. Com a identidade do pai desconhecida e a mãe internada por problemas psicológicos, cresceu em casas de família e orfanatos, para onde não quis voltar e casou-se aos 16 anos com o namorado de 21, que após dois anos juntos, foi mandado para a marinha.

Descoberta por um fotógrafo, iniciou seu trabalho como modelo e em seguida começou a estudar teatro. Quando seu marido voltou ela teve que escolher entre o casamento e uma promissora carreira. A partir daí nascia Marilyn Monroe.

Eternamente lembrada, a intérprete da música "The diamonds are girl's best friend" (Os diamantes são os melhores amigos de uma garota), que fazia parte do famoso musical da Broadway "Gentlemen Prefer Blondes" (Os homens preferem as loiras), teve a sensualidade como um dos principais atributos que lançou sua carreira e também acabou com seus três casamentos.

Até mesmo no episódio envolvendo o presidente dos EUA, John F. Kennedy, apesar de iludida, Marilyn sabia que o interresse por ela devia-se única e exclusivamente por ser a maior estrela de cinema, não pela mulher que era. E cedo ou tarde o romance acabaria.

Conseguiu seu sucesso profissional a muito custo, principalmente quando não quis mais ser vista como um objeto, mas uma atriz séria. Queria mostrar que realmente tinha talento, sentimentos e era muito mais que um corpo bonito, como era mostrado em seus fimes, ela dizia que "Hollywood é um lugar onde te pagam mil dólares por um beijo e cinqüenta centavos por sua alma".

Passou a estudar, abriu sua produtora, mostrou sua versatilidade fazendo comédias, o que lhe rendeu um globo de ouro em 1959 ("Quanto mais quente melhor" (Some like it hot)). Apesar da comoção causada pela atriz, afirmava que "sabia que pertencia ao público e ao mundo, não pelo fato de ser talentosa ou até mesmo bonita, mas porque eu nunca pertenci a nada ou a ninguém."

O fracasso de sua vida amorosa e seu sofrimento renderam-lhe a admiração que o mundo tem por ela. Marilyn virou um mito de "beleza triste", o sucesso que não trouxe felicidade, e com certeza sua história comove as pessoas. Apesar de famosa, talentosa, desejada, era vista apenas como um objeto, algo intocável, talvez por essa razão nenhum homem nunca tentou, de fato, lutar por ela. Uma frase da atriz criou o que as pessoas chamam de complexo de Marilyn Monroe: "estão mais interessados no meu corpo que em minha alma".

Vítima do álcool e dependente química, fez dois abortos e morreu de overdose aos 36 anos. Teorias afirmam haver uma conspiração que liga sua morte aos irmãos John e Robert Kennedy, que supostamente relacionavam-se. Gravações dos telefonemas e outros registros sumiram. O relatório da autópsia foi perdido. A documentação do FBI sobre sua morte foi trocada e os amigos que investigaram o fato foram ameaçados de morte.

Transformada em símbolo sexual do século 20, desejada por muitos homens, invejada pelo sexo feminino, considerava-se um fracasso como mulher. Certa vez ela disse: "Qualquer jovem estrela vibra quando recebe a primeira carta de um admirador. É como se embebedar. Mas, o que pode significar para uma mulher um milhão de admiradores? Na vida, conta mais um só homem que represente o amor". Pobre Marilyn.


Alguns dos filmes de Marilyn Monroe

O Inventor da Mocidade (Monkey Business, EUA, 1952)

Almas Desesperadas (Don't Bother to Knock, EUA, 1952)

Torrentes de Paixão (Niagara, EUA, 1952)

Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, EUA, 1953)

Como Agarrar um Milionário (How to Marry a Millionaire, EUA, 1953)

O Mundo da Fantasia (There's No Business Like Show Business, EUA, 1954)

O Rio das Almas Perdidas (River of No Return, EUA, 1954)

O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, EUA, 1955)
Nunca Fui Santa (Bus Stop, EUA, 1956)

Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, EUA, 1959)

Adorável Pecadora (Let's Make Love, EUA, 1960)

Os Desajustados (The Misfits, EUA, 1961)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O fabuloso filme de Amélie Poulain


Simplesmente fantástico. Essa é a descrição do longa francês tão sensível, emocionante e inteligente, sem ser clichê. Sabe aqueles filmes que depois que acaba nos faz sentir melhor?Aqueles que dá vontade levantar do sofá e dizer:"Quero fazer algo pelas pessoas!!"

De uma forma singela, "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain" ( O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), retrata a vida de uma garçonete tímida, criada sem muito contato com o mundo real e um pouco mais desprovida de sorte que as demais. Esse fato é um pequeníssimo detalhe em sua vida pacata, que sofre transformações após encontrar uma caixinha em seu banheiro. A partir daí começa a ter atitudes que não têm pretensão de mudar completamente o planeta, mas com certeza mudará o seu mundo, representado pelas pessoas que conhece.

Muito bem dirigido por Jean-Pierre Jeunet, que também divide o criativo roteiro com Guillaume Laurant, a produção de 2001 consegue mostrar situações tristes que acontecem com a personagem principal de Audrey Tautou (muito destacada por sua grande performance no papel da protagonista) suavemente, sem, de forma alguma, chatear quem acompanha a história.
A narrativa também é muito interessante e envolvente.Com um ritmo acelerado e fato a fato, o narrador vai, aos poucos construindo a vida da menina, desde seu nascimento até chegar ao agora. A emoção causada no espectador pode ser imediatamente percebida na reação de um pequeno sorriso, transmitido com a descrição de algumas sensações, criando uma identificação com a personagem. E isso ao ser mostrado e falado, consegue ser sentido por quem está acompanhando.

Não dar muita dimensão para os problemas que vão lhe aparecendo pode ser atribuído a sua alienação, ou apenas pela vontade de querer enxergar o lado quase bom das coisas ruins. Com pequenos prazeres do dia a dia, a garçonete consegue preencher sua vida com mínimos momentos de felicidade.

O principal objetivo do filme é mostrar que mesmo com a exacerbada individualidade e insatisfação, presentes nos dias de hoje, algumas pessoas ainda conseguem ser felizes com a realização alheia. Amélie Poulain é uma delas e faz muito mais que isso: traz esperança para quem a conhece, assistindo ao filme.


Ficha Técnica:
Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (França): 2001
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant


Premiações:

Recebeu 5 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Ganhou o Prêmio da Audiência no Festival Internacional de Edimburgo.

Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Toronto.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Estréia nos cinemas: Mais um seriado que vira filme

Após a estréia do filme "Sex and the City", mais um longa é criado com base nos episódios de televisão. Pra quem costuma acompanhar alguns seriados mais antigos ou até mesmo assistia nos anos 60 vai lembrar deste:"Agente 86". Adaptado pelo diretor Peter Segal (Tratamento de Choque), tem no elenco Steve Carell (Pequena Miss Sunshine e O Virgem de 40 Anos) na pele do próprio agente, e sua parceira é representada por Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada).

Os interessados em assistir ação e trapalhada na telona já podem conferir amanhã nos cinemas da capital.

Mais informações: http://www.hagah.com.br/

Título Original:Get Smart
Direção:Peter Segal
Elenco:Steve Carell , Anne Hathaway , Dwayne Johnson, Alan Arkin , Terence Stamp e Terry Crews
Produção:Michael Ewing, Alex Gartner, Andrew Lazar e Charles Roven
Roteiro:Matt Ember e Tom J. Astle
Ano:2008
País:EUA
Classificação:12 anos
Site:
getsmartmovie.warnerbros.com

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mostra Especial - Os independentes clássicos


Uma boa oportunidade de conferir alguns clássicos é a mostra especial que o Santander Cultural organiza para este mês. Os filmes em exibição são dos diretores David Lynch (História real; O homem elefante; Cidade dos sonhos; Coração Selvagem e Veludo Azul) e Gus Van Sant (Psicose, Gênio indomável, Mala noche e Paranoid Park ).Mais informações no site:

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Clássico do mês: "Bonequinha de Luxo" (Breakfast at Tiffany's)


Baseado no livro de Truman Capote, esse clássico conta com a renomada atriz Audrey Hepburn no papel principal. Muitas mudanças foram realizadas desde a concepção original. Para começar a protagonista seria nada menos que Marlyn Monroe e a direção seria por conta de John Frankenheimer. A pedido de Audrey o diretor foi substituído por Blake Edwards.

O roteiro original também sofreu alterações: No livro de Capote, Holly é supostamente bissexual, o que não combinava com a imagem Audrey, filha de um banqueiro e uma baronesa, e que jamais ligou sua imagem à alguma conotoção sexual. Outras modificações, em relação ao livro, são as abstenções de alguns personagens e o fato de seu par romântico ser homossexual e não contar com nenhuma ajuda financeira.
Realizado em 1961, o clássico conta a história de Holly Golightly (Audrey Hepburn), que supostamente é uma garota de programa nova-iorquina decidida a casar-se com um milionário. A protagonista apresenta um comportamento totalmente imprevisível, agindo muitas vezes infantilmente e outras como uma mulher sofisticada, ambiciosa e fútil.


O que comove é ver a menina-mulher ir em frente à famosa joalheria Tiffany's tomar o café da manhã (café e croissant) e sonhar com outra realidade. Seu apartamento, localizado na ilha de Manhattan, é tão confuso quanto sua vida. Guardando o telefone dentro de uma mala velha e tendo como sofá uma banheira improvisada, divide seus dias com um gato, que é tão infeliz quanto ela que não tem o direito de possuir um nome. Sendo assim os móveis e nome para o gato só existirão quando Holly achar um lugar que sinta-se tão bem como na Tiffany's.


A grande mudança de planos acontece quando Holly ganha um novo vizinho: Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor (e também fracassado) sustentado por uma mulher mais velha. Apesar do mútuo interesse e identificação, a "menina louquinha" reluta em entregar-se a um amor que vai contra seus objetivos de ser rica.



O filme é muito leve e divertido. A única parte que pode ser considerada "enfadonha" é a festa que acontece no apartamento de Holly, com algumas cenas ao estilo "pastelão", o que não combina com o resto da produção, orçada em US$ 2,5 milhões, na época. A atriz recebeu o cache de US$ 750 mil, tornando- se a segunda maior atriz com o melhor salário recebido, ultrapassado apenas por Elizabeth Taylor, em Cleópatra, que recebeu US$ 1 milhão.


O estilista Givenchy também ganhou muito destaque por vestir a atriz Audrey Hepburn, considerada muito magra, "ossuda" e com os pés muito grandes para a época, onde as baixinhas mais cheinhas faziam sucesso.


A canção Moon River, cantada por Audrey em uma clássica cena da história do cinema, também foi composta especialmente para a atriz. Não é nem preciso mencionar o destaque comercial que a joalheria Tiffany's obteve com a exibição do filme, que por sinal no título original tem seu nome: "Café da manhã na Tiffany's".


Esse filme vale a pena ser visto por tudo que representa: a ingenuidade que o envolve, a maneira agradável como é conduzido e principalmente a atuação brilhante de Audrey.





Ficha Técnica


Título Original: Breakfast at Tiffany's
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1961
Estúdio: Paramount Pictures / Jurow-Shepherd
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Blake Edwards
Roteiro: George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Música: Henry Mancini
Fotografia: Franz Planer e Philip H. Lathrop
Direção de Arte: Roland Anderson e Hal Pereira
Figurino: Hubert de Givenchy e Pauline Trigere
Edição: Howard A. Smith

Elenco: Audrey Hepburn(Holly Golightly); George Peppard (Paul "Fred" Varjak); Patricia Neal (Tooley); Buddy Ebsen (Doc Golightly); Martin Balsam (O.J. Berman); José Luis de Villalonga (José da Silva Pereira); Alan Reed (Sally Tomato); Dorothy Whitney (Mag Wildwood); Stanely Adams (Rusty Trawler); Claude Stroud (Sid Arbuck); Mickey Rooney (Sr. Yunioshi); John McGiver (Vendedor da Tiffany's).



Principais prêmios e indicações:


Oscar 1962 (EUA):Venceu nas categorias de Melhor Trilha Sonora - Comédia / Drama e Melhor Canção Original (Moon River). Indicado nas categorias de Melhor Atriz (Audrey Hepburn), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Direção de Arte - Colorido.
Globo de Ouro 1962 (EUA):Indicado nas categorias de Melhor Filme - Comédia e Melhor Atriz de Cinema - Musical / Comédia (Audrey Hepburn).
Grammy 1962 (EUA):Venceu na categoria de Melhor Trilha Sonora - Cinema / TV.



sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Sexta-feira 13"


Algumas teorias explicam o mistério que envolve a sexta-feira 13. As primeiras versões vêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira, acredita-se que houve um banquete onde foram convidados 12 deuses. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu e criou uma briga, causando a morte de Balder, o deus preferido. Por isso a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar pode resultar em desgraça.

Na segunda lenda Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira), a deusa do amor e da beleza, foi transformada em bruxa quando as tribos nórdicas e alemãs converteram-se ao cristianismo. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

Algumas pessoas alegam que a data pode ter origem no dia 13 de outubro de 1.307,obviamente na sexta-feira, quando houve um massacre na França, promovido pelo rei Filipe IV, onde muitas pessoas foram torturadas e executados por heresia.

Outra hipótese para a data é a probabilidade de Jesus Cristo ter sido morto numa sexta-feira treze, já que a páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico. Ainda nessa linha está ligado o fato de 13 pessoas terem sentado-se à mesa na Santa Ceia, e duas morreram tragicamente: Jesus Cristo (na cruz) e Judas Iscariotes (provável suicídio).

Aproveitando toda essa superstição que envolve a data de hoje, aqui vão algumas dicas de filmes para causar medo, já aviso que são mais para a linha de suspense que para o terror propriamente dito. Para quem quiser assistir as películas que soltam sangue pela tela é só procurar pelas sextas-feiras 13, o massacre da serra elétrica, hora do pesadelo e por aí vai. As minhas dicas são filmes que deixam a imaginação fluir.

Bom divertimento e espero que gostem!


Não poderia começar com ninguém menos que o mestre do Suspense: Alfred Hitchcock.

Todos os filmes de um dos maiores diretores que já existiu na história do cinema valem a pena ser vistos e revistos.O interessante é a data que Hitchcock nasceu: 13 de agosto, considerada a data "oficial" do azar. Alguns dos mais famosos filmes são:


Um Corpo Que cai (1958); Psicose (1960);Os Pássaros(1963); Topázio (1969); Frenesi (1972)


"o Bebê de Rosemary" (Rosemary's baby): Filme de Polansky, que faz parte da "Trilogia do apartamento". Feito nos anos 60, Mia Farrow é uma mulher recém casada que muda-se para um apartamento em Manhattan. Coisas estranhas começam a acontecer.


"O exorcista" (The The Exorcist): Filme de 1973 que conta uma assustadora história de possessão demoníaca. Grande produção e direção de William Friedkin.


"As bruxas de Salem" (The Crucible): de 1996, o filme conta a história de um grupo de adolescentes que causam mal a muitas pessoas, utilizando a "má fé" para isso.


"O sexto sentido" (The sixth sense): Um dos melhores filmes de suspense dos últimos tempos. Muito bem dirigido por M. Night Shyamalan. Ótimas atuações de Bruce Willis e Haley Joel Osment.


"Os outros" (the others): Segue a linha de suspense de Sento Sentido. ótima atuação de Nicole Kidman. A realidade mistura-se com um universo paralelo.


"O Iluminado" (The Shining): De Stanley Kubrick, roteiro adaptado do livro de Stephen King. Estrelado em 1980 por Jack Nicholson, uma das melhores performances do ator de sua carreira.


"Poltergeist, o fenômeno" (Poltergeist): Está entre os filmes mais conhecidos de Steven Spielberg, que atua como produtor nessa película. Apesar dos efeitos especiais terem sido ultrapassados comparados aos de hoje em dia, o legal do filme realizado nos início dos anos 80 é a tensão que ele transmite.


"A bruxa de Blair" (The Blair Witch): Filme feito em 1999. Esse filme também mexe muito com a imaginação de quem está assistindo, conseguindo manter a atenção do telespectador até o final da trama.


Abaixo segue um site que também possui algumas dicas de filmes de terror:





quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos namorados: O casal de assassinos mais simpático do cinema

Para representar o dia dos namorados, escolho meu casal mais charmoso e cativante da telona: Mick (WoodyHarrelson) e Mallory (Juliette Lewis), serial killers transformados em verdadeiras celebridades por um ambicioso repórter.
Trabalho corajoso e questionador do diretor Oliver Stone, que faz uma forte crítica à violência e à obsessão da mídia. Ótimas interpretações de todo o elenco, com destaque para casal de assassinos .
A trilha sonora é embalada, ao mesmo tempo, pelo rock pesado e barulhento de Nine Inch Nails e Rage Against the Machine, ou pela suavidade da voz de Leonard Cohen. Atenção para as faixas ''These Boots Are Made for Walking'' e ''Born Bad'', na voz de Juliette Lewis.
Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, EUA, 1994)
Gênero: Ação, Crime, Drama.
Duração: 118 min.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Sex and the City: O sexo e a amizade (?)

Minha primeira postagem será sobre o filme que assisti recentemente: Sex and the City. Muito esperado por quem acompanhou durante os seis anos de exibição da série, iniciada em 1998, o longa é realmente feito para as mulheres. Digo isso baseada na idéia do quão complicado e amplo o universo feminino possa ser para os homens. Já o sexo oposto pode se identificar com qualquer personagem, ou com vários: a sonhadora que deseja encontrar um marido e formar uma família ''perfeita''; a viciada em trabalho que "acidentalmente" se deixa envolver por alguém e aprende a ceder; a que espera anos para uma nova chance com quem aposta ser o homem da vida, apesar de tantas desilusões; e a solteira convicta, que definitivamente não consegue abrir mão de si mesma para amar alguém.



A superprodução, orçada em aproximadamente US$ 65 milhões, consegue manter durante todo o tempo a mesma essência da série. São quase duas horas e meia que passam rápido e levam em um instante a quem assiste das risadas às lagrimas, mas com algumas brechas que deixam a desejar: em nenhum momento aparece a família de Carrie Bradshaw, nem mesmo quando a jornalista está prestes a subir ao altar. Apesar de citar muitas marcas reconhecidas mundialmente, a escritora bem sucedida aparece com as unhas muito mal cuidadas, o que seria de total irrelevância em outra situação, mas estamos falando da mulher viciada em grifes,que vive na capital mundial da moda. A aparição de uma única personagem nova, Jennifer Hudson (de Dreamgirls), também pode ser considerada desnecessária na trama, tornando a película mais extensa e um pouco cansativa.



A parte final é a que mais desaponta, devido a proposta inicial da série, mas até pode ser compreendida se nos colocarmos no lugar e nas condições da personagem. O que mais chama a atenção no filme não é a quantidade de estilistas,marcas ou até mesmo os relacionamentos das quatro mulheres, mas a amizade entre elas. Sex and the City trata basicamente sobre a importância que os amigos ocupam na vida, principalmente das mulheres, que apesar de brigarem, discordarem muitas vezes, perderem o contato por algum motivo, sabem que no pior dos casos poderão contar com um abraço de uma amiga que veio às duas da manhã até sua casa para emprestar o ombro e os ouvidos.



O longa também oferece uma reflexão sobre as necessidades reais e as impostas pela sociedade. Sim, muitas mulheres sonham em casar com um homem perfeito,de véu e grinalda, na igreja, ter uma família perfeita. Outras querem apenas um homem que seja além de seu amante, amigo e companheiro. E ainda existe aquelas que procuram um affair casualmente. O que não se pode negar é a necessidade que todas possuem em compartilhar sua vida com alguém, de alguma forma. Sim, as mulheres do filme,apesar de possuirem uma realidade bem diferente das de "carne e osso" retratam os mesmos problemas enfrentados pelas que estão sentadas nas cadeiras do cinema, e podem parecer muito complicadas, mas no fundo elas só desejam ser felizes, como um final clichê de qualquer filme para mulheres.